A Turma da Mônica foi para a telona

Estão rolando as primeiras imagens do novo filme da Turma da Mônica, Laços.

A produção é um filme nacional escrita pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, baseado nos quadrinhos da Turma da Mônica.

A turminha da Rua do Limoreiro será interpretada por atores reais, primeira produção do gênero e, por isso mesmo, muito aguardado por várias gerações que cresceram nesse universo.

O primeiro teaser já saiu, onde vemos uma cena deles caminhando e dizendo frases que típicas seus personagens. A caracterização é apaixonante, com as roupas iguais às dos quadrinhos e o jeitinho de cada um deles.

Eu confesso que adorei a novidade. Como uma criança que cresceu nos anos 90, passava minhas tardes lendo os gibis e as férias fazendo o Almanacão de Férias. Lembro de ter participado do concurso para a escolha do nome do gato da Magali – o Mingau – e ter ganhado!! O prêmio foi passar um dia com a toda a turma no Playcenter.

Além disso, várias excursões da escola para o Parque da Turma da Mônica, no shopping Eldorado e conhecer a redação onde as histórias eram criadas.

Agora é aguardar a chegada do filme para reviver momentos de diversão com essa turminha.

 

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Anos 2000 com Lorelai Gilmore

Você conhece a Lorelai Gilmore?  Não?

Ela é simplesmente a mãe mais legal do universos das séries.

Eu sou apaixonada por ela e, cada vez que assisto a série amo mais e mais.

E, pra nossa alegria, em 2016 tivemos um revival, onde nossas garotas voltaram com seus diálogos rápidos e cheios de referências culturais.

Houve muita conversa, muita polêmica, muita opinião sobre o revival, mas o importante é que tivemos mais um pouquinho das nossas Gilmores pra matar a saudade.

Mas hoje eu vim falar das referências de moda que a personagem da Lorelai traz lá do início dos anos 2000. É muito legal assistir a série nos dias de hoje e relembrar várias coisas que faziam nossa cabeça naquela época.

 

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Essa estampa com uma pegada hippie, estava super em alta nessa época. Muitas meninas até se arriscavam a fazer seu próprio tingimento em casa.

Mas mesmo tendo o pé no hippie, ela estava presente em todos os modelos de roupas, compondo visuais diversos.

 

Sombra metálica nos olhos

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Era a sombra na pálpebra toda ou um delineado de sombra metálica. Vinha em todas as cores: verde, azul, roxo, rosa. Lorelai mostrou que não eram apenas as meninas, as mulheres também se rendiam a essa maquiagem metálica.

 

Gargantilhas

 

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As gargantilhas tiveram seu auge nos anos 90, mas permaneceram ali no começo dos anos 2000. Era uma febre!!

Ao longo do tempo foram as gargantilhas com pingentes maiores, depois mais soltinhas, com contas pequenas, modelos bem delicados. Durante anos elas sumiram, vieram os maxi colares, e agora voltaram com força total. Ciclos de modismos.

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Manga 3/4

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Lorelai é a rainha da manga 3/4. E não é à toa, nessa época era muito comum as mulheres usarem esse tipo de manga.

Não é um modelo exclusivo desse período, mas teve um certo apogeu nessa época. O ruim era na hora de colocar um casaco por cima e a manga subia, parecia uma batalha para acertar as contas ali dentro.

 

Gola rolê

Essa é um clássico. Aquela gola comprida, ótima para esquentar o pescoço.

Eu me lembro de ter uma relação neurótica com essa gola. Eu gostava de usar, mas me sentia meio sufocada.

Um modelo que existia muito era a blusa regata com a gola rulê. E eu sempre fiquei na dúvida: quando usar? Quando tá frio, quando tá calor? Nunca entendi muito bem esse modelo, mas era mega usado e eu mesma tinha algumas em casa.

A Lorelai usava muito esse modelo, o que mostra que era realmente muito popular.

 

Boleros

Nossa, quantos boleros eu tive nessa época, de tudo quanto é tecido e cores. Era uma peça obrigatória no guarda-roupa. É como o colete, o kimono e essas outras terceiras peças que tem um ápice em determinada época.

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Dentro dessa linha de bolero, tínhamos a combinação de vestido leve, tipo slipper, com um casaquinho.

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Ela era bem justa e curta, muitas vezes mostrando um pedacinho da barriga, a manga bem curtinha.

 

Bandana

A bandana é daquele tipo de acessório que sempre existiu. Transitou por diversas décadas, compondo estilos diferentes e fazia, literalmente, a cabeça da Lorelai.

 

Outras referências

A composição de blusa com camisa por cima, semi aberta era muito usada também.

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Gloss!! Como era usado gloss. De todos os sabores, dos mais discretos até aquele que lambuzavam a boca, parecendo engordurada. Quem nunca teve o cabelo preso no gloss nessa época levanta a mão.

 

Assistir à série é viajar de volta à moda no início dos anos 2000 e, para quem viveu nessa época, relembrar o que gostávamos de usar. Dá até vontade de pegar nossas fotos antigas pra dar um conferida no nosso visual da época.

E você, qual moda da época te pegava? Comenta aqui embaixo!!

Ah, como bônus, vai uma foto da Rory usando esse relógio que também era sucesso entre as meninas (eu tinha um igualzinho!!)

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Bolo de Banana para bebês

Quando meu filhote completou 1 ano eu comecei a introduzir outras receitas em seu dia-a-dia. E uma que eu queria muito oferecer pra ele era o bolo de banana para bebês.

Teoricamente, ele pode ser oferecido desde a introdução alimentar, pois ele não contém farinha de trigo nem açúcar. Mas, eu optei em esperar o 1º aninho. Antes disso, a única coisa além de comida e frutas que eu tinha oferecido era biscoito de polvilho caseiro, sem sal.

Essa receita é super fácil e as mamães adoram fazer para poder comer junto com seus filhos. Aqui em casa todos adoramos.

Ingredientes:

4 bananas

4 ovos

1 xícara de tâmaras ou ameixa seca ou uva passa

1/2 xícara de óleo

1 xícara de farelo de aveia

1 xícara de aveia em flocos

canela

2 colheres de sopa de fermento

Se fizer com as ameixas, eu começo deixando-as cobertas de água por 2 horas.

No liquidificador, bata as bananas, os ovos, a tâmara (ou ameixa ou uva passa) e o óleo. Despeje essa mistura em uma tigela e adicione as aveias, a canela e o fermento.

Outro jeito é processar a ameixa, amassar a banana e misturar tudo ao invés de bater no liquidificador. A massa vai ficar menos homogênea, mas dará mais camadas de sabor depois de pronto.

Leve para assar a 180º C em forno pré-aquecido por cerca de meia hora. Espete o palitinho e, se sair seco, está pronto.

Aqui em casa em fiz em uma fôrma retangular de 26×18. Você pode fazer também em forminhas de cupcake.

Uma dica legal que algumas mamães fazem é colocar pedaços de banana ou de maçã na massa já misturada.

Espero que gostem!

 

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Freaks and Geeks

Esses tempos atrás eu estava procurando um seriado para assistir. Queria algo leve e fora do circuito das séries sucesso e super comentadas, também conhecido como auê.

E acabei me deparando com Freaks and Geeks.

A série é de 1999 e, infelizmente, só teve uma temporada, com 18 episódios, todos disponíveis na Netflix.

Ela retrata a vida de adolescentes na década de 80. Sua personagem principal é Lindsay Weir, uma garota comum, estudiosa que resolve descobrir um pouco mais do que a vida pode lhe oferecer.

Assim, ela troca sua vida de atleta de matemática, suas roupas “caretas”, para curtir os dias com o freaks da escola, usando uma jaquetona verde militar.

 

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Isso assusta seus pais e seus antigos colegas, mas é interessante como Lindsay consegue transitar entre suas duas turmas, sem perder quem ela é. Na verdade, Lindsay apenas quer saber, sentir tudo o que a vida pode lhe oferecer, e não se encaixar em um só padrão ou uma só tribo. Ela quer apenas viver e ser feliz.

A par dessa história temos o irmão de Lindsay, Sam Weir, de 14 anos, vivendo todas dificuldades que os meninos dessa idade passam. Ele e seus amigos proporcionam diversos momentos de diversão.

 

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Com um elenco bacana – Jason Segel, James Franco, Seth Rogen, entre outros – é uma pena que a série não teve continuidade.

 

 

É muito interessante ver os dilemas da adolescência serem ali retratados: estudos, família, fumar maconha, pegar o carros dos pais escondido, dar festas, bullying.

Eu não sei que rumo a vida de Lindsay ia tomar, ainda mais da forma como terminou a primeira temporada, mas me identifiquei com ela na minha época de adolescente.

É incrível como as pessoas – família, amigos e comunidade – criam uma expectativa em cima de você, de quem você é e o que vai ser. Quando, na verdade, na adolescência a gente tem bem pouca noção de quem somos e pra onde iremos.

Parece que nessa fase da vida o mundo quer que você decida seus próximos passos, com maturidade e objetividade quando, na verdade, temos uma explosão de energia dentro de nós querendo conhecer o mundo, experimentar novas sensações, viver cada dia intensamente. E quem se permite isso, como a Lindsay, é vista como alguém que está passando por problemas, quando, na verdade, está apenas vivendo.

E ela não está nem aí para a expectativa dos outros. Ela se preocupa com os sentimentos de quem gosta, mas não permite que outros a moldem e definam quem ela é. E sem se importar que isso possa afetar sua reputação, afinal, cada um enxerga o outro como quer, de acordo com suas próprias crenças. Não à toa a música de abertura é Bad Reputation, de Joan Jett, música que não sai da cabeça depois que você termina de assistir cada episódio.

E qual a melhor forma de descobrirmos nossa essência e trilhar nosso caminho do que vivendo? Adquirir experiência pra começar a tomar seus rumos.

Nesse ponto a série me tocou muito e eu queria muito ver o que seria da Lindsay e de seus amigos, que também passavam por dificuldades de amadurecimento. E ver que muito dos comportamentos dos bad boys escondem dificuldades familiares, falta de apoio emocional. Mas, temos que contar com nossa própria imaginação para ver o futuro de Lindsay.

“I don’t give  damn for a bad reputation”

 

Imagens: Pinterest e Tumblr

 

 

 

 

 

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Toda Luz Que Não Podemos Ver, de Anthony Doerr

Eu descobri esse livro por acaso. Eu estava na casa de minha amiga e a capa me chamou a atenção: azul, com uma cidade ao fundo, bonita. Perguntei e ela disse que ainda não havia lido, e que aquele era o ganhador do Pulitzer de 2015.

Ela até me ofereceu o livro para ler, mas, na época, eu estava totalmente sem tempo e não quis pegar. No começo desse ano, quando fui comprar alguns livros online, me deparei com ele nas minhas pesquisas e comprei.

Assim que tive um tempinho e disposição – eu estava com um bebê de 6 meses à época – comecei a leitura.

A construção do livro é interessante: capítulos curtos, basicamente cada um narrando a vida dos dois personagens principais – Werner Pfenning, jovem alemão e Marie-Laure Le Blanc, jovem francesa – nos levando em cada capítulo para a Alemanha e para a França. O livro começa em um ponto no futuro e, de tempos em tempos, retorna para esse momento, enquanto narra os acontecimentos passados que culminaram nesse ponto.

Marie-Laure mora com seu pai em Paris. Perdeu sua visão com o passar dos anos, ainda na infância, e aprendeu a viver com sua limitação, sob a proteção de seu pai.

Werner é um garoto que vive em um lar de crianças órfãs, tendo como companhia sua irmã mais nova e pouca expectativa quanto ao seu futuro.

A história se passa na época da 2ª Guerra Mundial, onde ambos os países natais dos personagens se enfrentaram em duras batalhas, devastando seus territórios e sues povos.

Esse poderia ser mais um livro sobre a condição humana tendo como pano de fundo a 2ª Guerra Mundial, mas não é. Ainda é possível escrever tendo essa combinação e trazer algo belíssimo para o mundo. E Anthony Doerr consegue.

O livro é narrado de forma suave, eu diria até que poética. O Autor mostra o dia-a-dia dos personagens que estão vivenciando em uma realidade de guerra de seus países. No entanto, isso é conduzido de forma sutil, não há uma superexposição da guerra e suas consequências, não é algo cru, escancarado. É como se você fosse vivendo junto com eles, sendo levado pelo decorrer dos dias, sem perceber nitidamente as consequências da guerra. É como se estivesse vivendo aquele momento histórico, e não apenas lendo sobre ele, depois de concluído, recebendo uma enxurrada de informações.

A história toda é contada com base nas sensações, nos sentimentos atuais dos personagens. Eles não sabem o que irão acontecer em suas vidas, eles apenas vivem um dia após o outro e tentam se adaptar à nova realidade. E, de certa forma, é assim que nos sentimos ao ler e, quando menos esperamos, estamos tão envolvidos na trama, que acontecimentos chocantes soam tão verdadeiros a ponto de doer realmente dentro de nós.

Isso me impressionou no livro. A forma como somos conduzidos, enredados nas sensações dos personagens. Não estamos do lado de fora lendo, parece que estamos ali, ao lado deles, sentindo. É um nível mais profundo de envolvimento. Ele é suave, é contínuo e natural. Nele, sentimos mais do que lemos.

As mudanças nas vidas das pessoas que vivem a guerra é mostrada pouco a pouco, em pequenos atos, gestos, hábitos que, somados, transformam aquele que teve de viver nesse contexto. É um processo gradual, grão a grão, que determina a vida de quem ali viveu. E o livro consegue nos mostrar esse processo, nos faz sentir as mudanças.

Werner é um garoto apaixonado por rádios e que possui um talento para entendê-los, o que desperta o interesse da máquina nazista.

Marie-Laure é uma garota curiosa pela vida e, junto com seu pai, são obrigados a fugir de Paris, para se abrigarem na casa do tio-avô em uma pequena cidade litorânea.

A vida acaba por cruzar a vida desses dois jovens em meio ao turbilhão da guerra, depois de ambos já terem passados por muitas situações que os fazem pensar sobre suas vidas.

Não são apenas os dois protagonistas que trazem profundidade. Todos os personagens apresentados poderiam ter sua própria história contada, pois geraram sentimentos muito além do ali narrado.

Uma ótima leitura para quem busca um livro sensível e profundo.

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“Ela caminha. Aqui há pedrinhas redondas e frias por baixo de seus pés. Ali, algas quebradiças. Acolá, algo mais macio: areia molhada e lisa. Ela se curva e abre os dedos. É como seda fria. Seda fria, suntuosa sobre a qual o mar deixou oferendas”.

 

“Werner está obtendo sucesso. Está sendo leal. Está sendo o que todos definem como bom. E, no entanto, toda vez que ele acorda e abotoa a túnica, sente que está traindo algum coisa”.

 

 

 

No Guarda-Roupa: Blazer

O blazer surgiu no vestuário masculino, na Marinha Britânica da época vitoriana. Foi trazido para o vestuário feminino pelas mãos de Coco Chanel. Após, Yves Saint Laurent e outros estilistas incorporaram a peça em suas coleções, sedimentando-a no universo feminino.

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Coco Chanel

 

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Criação de Saint Laurent, na década de 70, trazendo não apenas o blazer, mas o smoking para o nosso guarda-roupa.

 

O blazer é uma peça democrática, pois permite vários tamanhos: mais curto, na altura do quadril ou no meio do quadril, e aqueles bem compridos, o oversized. Ele vem em modelos mais ajustados ao corpo ou mais soltos, com uma pegada mais masculina. Além disso, ele pode ser usado com saias, vestidos, calças sociais, jeans, shorts, enfim, ele transita com todos os estilos e ocasiões.

 

Aqui vemos os modelos oversized, aquele blazer bem comprido e mais solto, que garante um toque de despojamento, uma casualidade maior. Acho interessante usá-lo com saia, cobrindo ela por inteiro. Esse modelo, por vezes, é usado como um vestido, o que traz um toque mais fashion.

 

Aqui, tamanho e uso clássico do blazer: ajustado, na altura do quadril. Esse é o modelo para não errar quando estamos em uma situação que exija maior formalidade na vestimenta. Uma calça de alfaiataria, sapato e blazer te deixam pronta para essas ocasiões.

Mas, esse modelo combinado com peças mais casuais, traz um combinação interessante. Uma espadrille, um jeans ou até mesmo uma estampa mais casual do blazer, tiram ele do formalismo.

 

Com vestidos, saias e shorts, o blazer garante um ponto de elegância no look, seja para quebrar uma casualidade da peça – como o short jeans – seja para quebrar o romantismos de um vestido lady, por exemplo.

 

Com os acessórios certos, um blazer preto básico ganha um up. Um tênis, um belo óculos de sol formam um conjunto de personalidade do look.

 

São muitas as possibilidade que o blazer permite. Escolhendo qualidade – acabamento, material, costura correta – você terá uma peça para compor e transitar em diversas ocasiões.

Imagens: Pinterest

No Guarda-Roupa: Jaquetas e Moletons

Seguindo com nossas peças de outono e inverno, vamos falar agora de dois modelos que bem presentes no nosso dia-a-dia.

As jaquetas e moletons são duas peças mais casuais e que permitem um infinidade de modelagens, tecidos e acabamentos, compondo looks para diversas ocasiões.

 

MOLETOM

Eu, pessoalmente, sou fã de moletom. Sempre tenho um lá, guardadinho, velhinho (os velhinhos são os mais gostosos) que entra em ação no momento de sentar para assistir um filme ou dar uma saidinha rápida.

Mas, para minha alegria, o moletom ganhou as ruas, de forma mais fashion, com bordados, acabamentos, modelagem mais interessantes do que aquele moletom largadão com o logo de alguma faculdade ou de marca esportiva, tornando-se mais democrático, diversificado.

Vamos ver algumas ideias bacanas:

 

 

Aqui temos vários exemplos de uso do moletom de forma casual, mas arrumadinho. Não que eu não goste do estilo totalmente despojado, mas é bacana termos ideias de formas diferentes de uso dessa peça tão gostosa.

O combo moletom + sapato de salto fino formam uma mistura interessante, dando contraponto entre essas duas peças, a princípio opostas. Se o moletom chama como acompanhante um tênis, colocar um sapato fino mostra personalidade e informação de moda, quebrando a ideia de total despojamento.

Calças mais sequinhas, retas ou skinnys, são as que mais harmonizam com o moletom e o sapato fino, ajustando as proporções.

 

 

Nessa linha mais fashionista, o moletom acompanha muito bem saias e shorts. E o oversized funciona como um vestido, estilo super em alta.

 

 

Aqui, vários modelos, várias cores, mas todos com o conforto que sempre esperamos do moletom. Uma frase divertida, bordados, detalhes na manga, são muitas as possibilidades. Hoje, o moletom ganhou mesmo as ruas.

 

JAQUETAS

Item prático para se ter no guarda-roupa. São muitas opções de jaquetas para escolher: jeans, couro, bomber, parka, e por aí vai.

Vamos ver alguns modelos que podem sempre estar presentes em nosso guarda-roupa.

 

Jaqueta jeans

 

 

A jaqueta jeans é um clássico.

No estilo básico, com uma camiseta listrada ou lisa, calça escura. Bordados e patches trazem diversão à peça. O tamanho grande (vale pegar emprestada do boy) adiciona mais conforto e até mesmo amarradinha na cintura tem seu charme.

 

 

As jaquetas bordadas são minhas queridinhas do momento. São lindas!

 

 

A jaqueta de couro também é um clássico dos clássicos. Personalidade é o sobrenome dessa jaqueta. Associadas ao pessoal do rock ou dos motociclistas, hoje ela está super presente no guarda-roupa feminino, compondo looks com vestidos mais ladys, dando o toque de rebeldia que ela carrega. Uma peça que vale o investimento e que compõe muitos estilos.

 

 

E, por fim, as bombers. Febre nos últimos anos, ela tem origem no exército americano e, hoje, muitas décadas depois, caiu no gosto das fashionistas. Muitos acabamentos e materiais deram mais personalidade a ela, agradando a diversos gostos.

 

Imagens: Pinterest

 

No Guarda-Roupa: Cardigans

Na cidade onde moro, não faz muito frio (pra minha tristeza), por isso o cardigan é um casaco na medida para me proteger quando as temperaturas caem.

O cardigan é aquele casaco aberto na frente , de modelagem molinha e solta. Tradicionalmente era feito em lã, com botões e comprimento médio, mais ou menos na altura do quadril. Hoje, ele possui modelos e tecidos para todos os gostos.

 

 

Aqui, o cardigan usado com calças, um clássico nas meias estações. O primeiro traz um tamanho um pouco maior, com bolsos laterais, compondo uma versão terrosa e quente do look. O segundo, de comprimento mais tradicional, já nos mostra uma versão mais fria, por conta dos tons cinzas, e o último, traz um modelo mais pesado, com um tecido mais grosso, garantindo conforto de movimento e de aquecimento.

 

 

Uma combinação que eu, particularmente, adoro é vestido e cardigan. Com basicamente duas peças, você já está vestida e protegida em dias mais frescos.

Aqui, dois bons exemplos de uso dessa combinação em dias com diferentes temperaturas. Se bate apenas um ventinho mais frio, o cardigan ajuda a proteger. Se já estamos avançando para dias mais frios, um cardigan mais grossinho, uma meia calça e uma bota completam o vestido.

 

 

Nos dias mais frescos, aqueles primeiros do outono ou primavera, quando já colocamos nossas pernocas pra fora com saias e shorts, o cardigan complementa o visual.

 

 

Eu tenho adorado essa combinação de cardigan mais grosso e pesado em contraponto com essas blusinhas super molinhas e finas, quase lembrando uma lingerie. Alguns contrastes no vestuário são muito interessantes e esse é um deles.

 

 

O cardigan é uma peça bem versátil e básica. Se você tem uma pegada mais fashion, e quer mostrar personalidade, vale procurar um modelo com um acabamento diferente, com algum bordado, por exemplo, ou investir em um modelo bem básico e ousar nas outras peças, uma saia metalizada, um short de couro, sapatos bem altos. O cardigan te permite um infinidade de composições.

Imagens: Pinterest

 

No guarda-roupa: Suéters

Vamos iniciar uma série posts falando de peças de roupas bem gostosinhas para os dias mais frios.

O suéter é um tipo de peça simples que transita em diversos estilos. Pode ter aquela pegada preppy ou um estilo bem descontraído, a depender do tamanho da peça e dos acabamentos e acompanhamentos.

O bacana é que, basicamente com ele, você já segura o look nas diferentes ocasiões.

Ele também serve como peça coringa na hora da construção de camadas para enfrentar dias realmente frios, funcionando, ainda, como a terceira peça do look, aquela que pode ajudar a adicionar mais informação ao conjunto.

Eu sou grande fã dessa peça, que me acompanha do trabalho ao passeio de domingo à tarde.

 

Aqui bons exemplos de uso do suéter de forma mais formal. Quando o suéter é a peça principal na parte de cima, traz um ar maior de seriedade. Quando ele forma uma composição com alguma peça traz um leve tom de descontração. Aí está sua versatilidade, mesmo dentro de um contexto de formalidade, você consegue graduar de acordo com a sua necessidade ou sua vontade.

 

Aqui muitas ideias de uso do suéter. Começando com uma combinação que é uma das minhas preferidas: cinza e preto. Um suéter cinza transita com muitas peças do nosso armário, como podemos ver também na penúltima foto da Alexa Chung, onde o suéter cinza é combinado com uma saia super romântica, por cima de uma blusa de gola fofa.

O suéter branco é o rei dos suéters básicos. Gosto muito desse tom de jeans com a cor branca. Ainda na família do branco, off white e creme, compor um look monocrático dentro desses tons dá um passe de elegância, ótimo truque, como vemos na última foto.

 

 

Aqui, maxi suéter. Nível alto de conforto. Uma calça, um sapato mais fechado, suéter e pronto, pode sair pra rua bem confortável.

Um bom truque para dar contraponto ao maxi suéter, que dá um ar bem descontraído, é apostar em bons acessórios.

Como visto, o suéter garante conforto e bem vestir em diversas ocasiões. Ele ajuda naquele final do dia que bate aquele ar mais fresco, permite combinações com shorts, saias, calças, e seguram a temperatura mesmo nos dias mais frios. Escolhendo um bom material, confortável, você terá uma peça que se tornará presente no seu dia-a-dia.

 

Imagens: Pinterest

O Nascimento e o Renascimento

É incrível como as questões relacionadas à maternidade são quase sempre inexplicáveis. Existem textos e mais textos sobre esse assunto, mas, somente passando pelas experiências é que sentimos a extensão e a profundidade de se tornar mãe.

Por isso mesmo hesitei em narrar o momento do nascimento do meu filho. Por um lado, os textos que li durante a minha gestação me ajudaram a me preparar e a entrar nesse universo, mas foi somente ali, no dia, que eu entendi o poder da natureza e o poder de ser mãe.

Durante a primeira metade da minha gestação, meu maior medo era o momento do parto e, dentro de mim, o Murilo sairia de alguma forma miraculosa, pra eu não precisar encarar nem uma cesariana nem um parto normal.

Bom, claro que isso não ocorreu. As semanas foram passando e eu tive que começar a pensar no assunto. Minha médica, maravilhosa, nunca me pressionou e foi me conduzindo suavemente a pensar no assunto. Me encaminhou para a doula que atua na clínica para um bate papo e para iniciar as minhas reflexões sobre o assunto.

A Mônica, com toda a doçura que quem a conhece sabe, foi conversando, me explicando o trabalho da equipe da clínica, o momento do parto, foi me conduzindo a pensar sobre o assunto. Lembro-me de suas palavras de que nem tudo seria dor, medo, ansiedade. Haveria emoção, amor, companheirismo e, o mais importante, o encontro com o meu filho.

E foi assim que eu comecei a entender que aquele bebê que eu já amava mais do que tudo precisava passar pelo seu nascimento, e eu precisava estar preparada para recebê-lo.

Decidi, então, que iria tentar o parto normal. Dentro de mim não existia a possibilidade de escolher uma data para meu filho nascer, ele é que deveria fazer essa escolha. E eu estaria ali, pronta, para ajudá-lo a nascer.

Seguimos lendo sobre o assunto, participando de palestras preparatórias na clínica e curtindo nosso bebê e imaginando sua chegada.

E eis que, algumas semanas antes do esperado, em uma madrugada, minha bolsa estourou. Minha primeira reação foi ficar assustada, o coração disparou por alguns segundos, mas disse pra mim mesma que meu filho precisava de mim e que eu estava ali pra ele. A partir desse momento o medo foi embora. Liguei para a equipe e, uma hora depois, a querida Ana Kelly, enfermeira, chegou em casa e, algumas horas depois, a Mônica.

E, assim, passamos as próximas 10 horas. Em casa, no nosso conforto, esperando meu corpo atuar para que o meu filho pudesse nascer, com o apoio de dois anjos e com meu marido, que segurou a onda todo o tempo.

As contrações vinham e eu me concentrava, respirava fundo e pensava no meu filho lá dentro, fazendo a parte dele, e eu a minha. Eu estava cercada de pessoas pra me ajudar, ele só tinha a mim, e eu estava me doando pra isso.

A cada hora passada, as contrações aumentavam, como um alarme de que meu filho estava vindo. É um misto de dor, emoção, concentração e confiança, acreditando que a natureza estava agindo e que tudo iria ficar bem.

Com a chegada do sétimo centímetro de dilatação, nos dirigimos para o hospital, onde eu iria terminar o meu trabalho de parto. Encontrei minha médica e seguimos para a sala de parto natural. Minha doula preparou a banheira e me sugeriu entrar um pouco, pois as dores já estavam grandes, já não conseguia andar muito e a água iria ajudar. E, ao entrar, a água quentinha me ajudou a relaxar e, ao mesmo tempo, a ganhar força para a próxima etapa que se avizinhava.

Dez centímetros dilatados era o momento de fazer a força para meu bebê sair. A vontade de empurrar vem surgindo de forma espontânea, a natureza tem uma sabedoria incrível, e orquestrou o nosso corpo para que ele saiba o que fazer. Lembro-me de perguntar pra minha médica quando eu deveria fazer a força, e ela me disse: você vai sentir. E sim, nós sentimos não é imediato, é um crescente.

Esse processo levou 5 horas. Foi cansativo, foi extenuante, por momentos eu chorei achando que não conseguiria, achando que meu bebê não queria nascer e me conhecer, achando que eu não era capaz. E todos ali, firme, seguros, me apoiando, me estimulando a continuar.

Quando ele coroou, eu lembro-me de pensar: agora vai! Vamos resolver isso aqui! E uma força ainda maior cresceu dentro de mim. Uma força imbatível, inflexível, indubitável de que mais alguns minutos eu estaria com meu filho.

E assim foi, assim ele nasceu, no seu tempo, no seu momento. Com um chorinho gostoso que fez meu coração se derreter e, naquele momento, ao vê-lo nascer, eu senti o meu próprio renascimento. O meu renascimento como mãe, como mulher, como ser humano. Como parte de algo maior, algo forte, algo divino.

Muitas coisas nos aproximam da divindade, e ser mãe é uma delas, e vivenciar o momento do nascimento do nosso filho.

Não importa a forma como ele nasça, dar à luz é dar vida, dar esperança. E, por isso, esse momento é tão especial, seja através de cesariana, parto normal ou natural, o que importa é nos entregarmos a esse momento, a essa oportunidade. É a chance que temos de renascer.

Minha eterna gratidão a todos que estiveram comigo nesse momento e em especial:

– ao meu marido, meu porto seguro. Se ele não estivesse lá, eu não teria conseguido.

– à Ana Kelly e à Mônica, dois anjos, duas doçuras, que trabalham com uma dedicação, um amor sem igual.

– à Mari, minha médica e amiga, por ser minha condutora nesse dia tão especial, por dedicar um dia de sua vida à nossa família.

– à minha mãe, que veio e esperou, orando pela sua filha e pelo seu neto, com o coração duplamente apertado e cheio de amor.